terça-feira, 3 de novembro de 2009

Prefeitura desclassifica Pajoan; empresa depositaria lixo na vizinha Sarandi

A empresa Empreiteira Pajoan Ltda., que venceu a primeira fase da licitação, oferecendo o menor preço para administrar a destinação do lixo de Maringá – que produz diariamente cerca de 300 toneladas –, foi desclassificada, na manhã desta terça-feira (3), pela Comissão Especial de Inspeção da Prefeitura Municipal. Conforme determina a lei das licitações, as empresas participantes do certame serão comunicadas da decisão ainda nesta terça-feira (3) e terão três dias úteis para as contestações.

Leia na íntegra o relatório da Comissão Especial de Inspeção.

Segundo comunicado da Prefeitura de Maringá, "a decisão de desclassificar a empresa foi baseada em aspectos que ferem a Lei de Saneamento, como garantia na regularidade na prestação do serviço de destinação do lixo". Em suma, a empresa não apresentou a licença junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), por um ano, exigência prevista em edital.

A informação foi apurada pelo repórter Fábio Linjardi. A empresa depositaria o lixo maringaense em um aterro privado situado em Sarandi, proposta que causou protestos de lideranças da cidade vizinha. O município estuda agora o documentação da Biopuster, segunda colocada na primeira fase do pregão. O valor máximo fixado no edital era de R$ 6,3 milhões, por 12 meses (R$ 68 por tonelada). A Pajoan, que tem sede em São Paulo capital, fechou por R$ 5,1 milhões (R$ 54,50 a tonelada). Além da Biopuster, do Rio de Janeiro, também disputaram o pregão a Contronorte e a Monte Azul, ambas de São Paulo.

Avaliação
A comissão constituída para analisar as condições de prestação de serviço da empresa vencedora é formada por dois funcionários de carreira da Prefeitura de Maringá, os engenheiros Carlos Augusto Campelo Lopes e Tony Marcello Refundini, pelo secretário de Serviços Públicos, Vagner Mussio e o assessor do Gabinete do Prefeito, Leopoldo Fiewski Junior.

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